terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O QUE É A PSICOLOGIA PROFUNDA ?

 

Psicologia Profunda


"O arquetípico pertence a toda a cultura, a todas as formas de atividade humana. São as estruturas básicas da imaginação e a sua natureza fundamental só é acessível à imaginação e apresenta-se como imagens. E imagem é a psique. Uma imagem será sempre mais ampla que um conceito e ela é o meio através do qual toda a experiência se torna posssível.

Uma psicologia profunda é aquela que avança para o inconsciente, e na metáfora o inconsciente é aquele terreno de experiências que está mais abaixo da consciência, subposto, implícito. O campo da psicologia profunda tem sido sempre direcionado para baixo, quer seja na direção de memórias enterradas na infância, quer em direção a mitologemas arcaicos.

A metáfora do profundo leva a psicologia arquetípica a uma direção sempre de aprofundamento vertical e obriga, nesse sentido, a concentrar-se na depressão como o paradigma da psicopatologia, tal qual a histeria para Freud, ou a esquizofrenia para Jung. A depressão leva o sujeito necessariamente para baixo, para um aprofundamento em si mesmo. Diminui o ritmo, desacelera o intelecto, aproxima o horizonte. Talvez nada hoje em dia consiga para nós o que consegue a depressão, e por isso sua presença tão marcante: esforços da farmacologia à parte, na depressão somos lançados irremediavelmente no vale da alma.

A preocupação com profundidade e depressão também permite à psicologia arquetípica uma crítica à cultura, na medida em que "uma sociedade que não permite a seus indivíduos deprimir-se não pode encontrar sua profundidade e deve ficar permanentemente inflada numa perturbação maníaca disfarçada de crescimento."

James Hillman
ORIGEM HISTÓRICA

Em 1896 verificaram-se novas concepções na teoria e prática psicológicas que marcaram o início daquilo que hoje é denominado de psicologia profunda. Os significantes eventos daquele ano foram a classificação das neuroses e a publicação de um artigo intitulado “Sobre a Etiologia da Histeria”, por Freud (Ellenberger, 1970). Este último evento, como se verificou, foi importante tanto por seus fracassos como por seu sucesso, levando como aconteceu posteriormente, à compreensão, por Freud, de que no INCONSCIENTE é muito difícil distinguir a FANTASIA da lembrança. Daquela época em diante, ele e seus colegas íntimos (um dos quais Jung, durante os anos de 1907 à 1913) dispenderam menos a atenção à revelação de lembranças suprimidas que à exploração do material inconsciente.
As inovações de Freud assentaram as fundações daquilo que estava por vir, um fato bem reconhecido por Jung (inter alia, CW 15, “Sigmund Freud in His Historical Setting ” e “In memory of Sigmund Freud”). Entre estas inovações no posicionamento e técnica com pacientes, foi de primordial importância a introdução da INTERPRETAÇÃO de sonhos como instrumento da PSICOTERAPIA. Isso se combinava com afirmação de Freud de que os SONHOS possuem um conteúdo latente e também um manifesto; com sua argumentação de que o conteúdo manifesto é uma distorção do conteúdo latente do sonho resultante da censura inconsciente; e com sua aplicação da ASSOCIAÇÃO livre como método na análise dos sonhos. A teoria dos sonhos, de Freud, e sua compreensão das parapraxias que resultaram na publicação de A Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901) foram formulações derivadas de sua obra sobre a histeria. Em 1897, iniciou trabalho sobre Os Chistes e Sua Relação com o Inconsciente (1905), livro em que ele é o primeiro a investigar a função psicológica do lúdico. Todas essa mudanças pretendiam fornecer chaves para a investigação do inconsciente, com finalidade de renovar a mente consciente, e todas estavam completas antes dele e de Jung se encontrarem.
Jung iniciou um verbete de enciclopédia sobre a psicologia profunda, escrito em 1948 e publicado em 1951, com as palavras: “ ’Psicologia Profunda’ é um termo derivado da psicologia médica, cunhado por Eugen Bleuler, para denotar aquele ramo da ciência psicológica relacionado com o fenômeno do inconsciente ” (CW 18, parág. 1.142).
Neste artigo Jung acha dificuldade em estabelecer as fontes das idéias principais, porém fala sobre Freud como o “verdadeiro fundador da psicologia profunda que traz o nome de PSICANÁLISE”. Ele indica a psicologia individual de Alfred Adler como uma continuação de uma parte das pesquisas iniciadas por seu mestre, Freud. Confrontando-se com o mesmo material empírico, Jung concluiu que Adler o havia considerado de um ponto de vista diferente do de Freud, sendo sua permissa a de que o fator etiológico primordial não era a sexualidade, mas o impulso de poder.
No que concerne a si próprio, Jung reconhece sua própria dívida para com Freud, enfatizando que seus primeiros experimentos com o TESTE DE ASSOCIAÇÃO DE PALAVRAS confirmavam a existência das repressões encontradas por Freud e as conseqüências características, achando que, nas chamadas pessoas normais, bem como  em neuróticos, as reações eram perturbadas por complexos emocionais dissociados (isto é, reprimidos) (ver COMPLEXO). Identifica suas diferenças de ponto de vista como relacionadas à teoria sexual da neurose que ele achava limitada e uma concepção do inconsciente que ele percebia necessitar ser ampliada, uma vez que a via como “a matriz criativa da CONSCIÊNCIA”, contendo não somente conteúdos pessoais reprimidos, mas também motivos COLETIVOS. Rejeitava a teoria da satisfação de desejo dos sonhos, enfatizando em seu lugar, a função da COMPENSAÇÃO nos processos inconscientes e seu e seu caráter teleológico (ver PONTO DE VISTA TELEOLÓGICO). Também atribuía seu rompimento com Freud a uma diferença de ponto de vista sobre o papel do inconsciente coletivo e como este se manifesta em casos de ESQUIZOFRENIA, isto é, a formulação de sua teoria do ARQUÉTIPO.
No mesmo artigo Jung prossegue para delinear suas posteriores observações e descobertas independentes, agora incluídas no conjunto de obras associadas à PSICOLOGIA ANALÍTICA. Com uma nova abrangência e proliferação de teorias operacionais da personalidade e do comportamento da personalidade, o termo psicologia profunda é hoje pouco usado, salvo em seu sentido original: ou seja, identificar e descrever as investigações especificamente de fenômenos inconscientes.

Fonte:http://www.rubedo.psc.br/dicjung/verbetes/psicprof.htm

A Psicologia Profunda, A Arte de Viver, estudo doutrinário



Adenáuer Novaes

A Psicologia Profunda é a Psicologia do Espírito, é aquela que o considera como principal paradigma de seus fundamentos. A realidade, e tudo que nela está disposto, existe para o Espírito. O Espírito não só nela vive e se movimenta como acondiciona e dela dispõe para sua evolução. A Psicologia do Espírito vem sendo modelada pelas escolas psicológicas fundamentadas no Inconsciente, recebendo a contribuição significativa do Espiritismo. Essa contribuição acontece na disseminação de princípios basilares, tais como: mediunidade, reencarnação, imortalidade e individualidade do Espírito etc. A principal consideração da Psicologia do Espírito é a existência do ser espiritual comoindividualidade em evolução, que se materializa no mundo, numa dimensão, pelo corpo físico, e noutra, pelo perispírito. Sua função é promover o saber a respeito do próprio Espírito, desconhecido de si mesmo, da ciência e da humanidade. É a psicologia que insere o olhar espiritual na análise da existência, da sociedade e da construção da realidade disposta ao ser humano.

É uma psicologia do ser no mundo, pois o insere como artífice da realidade, sendo esta a representação, não só de seu mundo interior como também lócus de compartilhamento com o outro. Com a Psicologia do Espírito, é possível entender, de forma ampla, os transtornos psíquicos como estados mentais do ser em evolução, sem estigmatizá-lo como doente ou como merecedor de sofrimento.

É possível compreender os estados mentais como traços da personalidade e da tentativa de o ser se movimentar nas dimensões existenciais do Universo. Qualquer pessoa pode se beneficiar dessa psicologia na medida em que se conscientize de sua imortalidade, que se considere um ser divino, representando a própria divindade criadora no mundo, busque realizar sua essência na vida em curso, atenda ao apelo interno de contribuir para evolução do outro e da sociedade da qual faz parte e priorize o amor como sentimento a ser construído em seu coração.


Adenáuer Novaes é Psicólogo Clínico, residente no Brasil. É um dos diretores da Fundação Lar Harmonia, Salvador-BA.


Jornal de Estudos Psicológicos
Ano II N° 6 Setembro e Outubro 2009
The Spiritist Psychological Society
http://blog.clickgratis.com.br/uploads/j/julionatal/349185.jpg
"A psicologia profunda e a terapia do corpo buscam, de modos diferentes, es elecer um diálogo entre o consciente e o inconsciente. A psicologia profunda - que inclui as terapias psicanalíticas tradicionais e a psicologia analítica de Jung"
A Psicologia Junguiana ou Analítica é a abordagem Psicodinâmica desenvolvida por Carl Gustav Jung. Esse pensador trouxe um olhar sobre o homem de uma forma diferente, mostrando que somos mais do que o corpo, mente, espírito, energia ou ambiente, somos uma complexa união disso tudo e muito mais.

A partir das idéias de Sigmund Freud, Jung pode perceber e desenvolver as suas próprias idéias sobre o psiquismo humano. Ele fez diversas descoberta e uma das mais fascinantes é a informação de que nós vivemos e nos organizamos de acordo com uma mente simbólica coletiva da qual nós captamos determinados conteúdos de acordo com nossas vivencias no mundo, e são essas imagens inconscientes que projetamos continuamente no mundo externo, como um “guia” da vida.

Para Jung, as pessoas trazem dentro de si, uma alma, uma fonte organizadora e que nos dá uma essência, algo que as torna únicos e especiais. Dentre todas as abordagens psicológicas profundas é a que mais se destaca por explicar o maior número de comportamentos humano.


A psicologia Junguiana tem uma visão mais completa do ser humano, da sua personalidade e de seu comportamento. É uma Psicologia que expressa a alma e a beleza humana, embora complexa, é essencial a conhecermos.

Fonte:http://psiqueobjetiva.wordpress.com/psicologia/psicologia-junguiana/

Eranos:Encontro de Pensadores Dedicados ao Estudo da Espiritualidade



Eranos é a designação dada a um encontro de pensadores dedicados aos estudos da espiritualidade que ocorreu regularmente próximo a Ascona, na Suíça, a partir de 1933. O nome, sugerido por Rudolf Otto, é derivação da palavra grega que significa um banquete onde não existe um anfitrião a prover os convidados, mas onde todos contribuem com sua comida.

História
O grupo de Eranos foi fundado por Olga Froebe-Kapteyn em 1933, e as conferências ocorreram anualmente em sua propriedade desde então - às margens do Lago Maggiore, próximo a Ascona, na Suíça. Por mais de setenta anos, as reuniões serviram como ponto de contato entre intelectuais de diferentes orientações de pensamento. Foram convivas de Eranos especialistas de áreas diversas, desde pensadores das "psicologias profundas" (psicanálise, psicologia analítica, psicologia arquetípica), aos estudos em religiões comparadas, história, crítica literária, folclore e epistemologia das ciências naturais, como física, química e biologia.
As conferências tinham duração de oito dias. Durante esse período, os participantes realizavam suas atividades em conjunto, vivendo de forma comunal e exercendo abertamente o diálogo e o debate. Todo ano, um tema novo era proposto; cada intelectual ou pensador poderia dispor de duas horas para apresentar uma fala de sua escolha relacionada ao tema - sua contribuição ao "banquete" de ideias. Dada a diversidade de pensamento, não é possível designar os escontros de Eranos como uma "escola", embora tenha havido uma intensa troca e a partilha de questões em comum, como a hermenêutica dos símbolos e os fundamentos da possibilidade do conhecimento científico (epistemologia).

 Membros de Eranos

Seguem alguns nomes relevantes que participaram do Círculo de Eranos e suas respectivas áreas de estudos:

 Bibliografia

ERANOS, Neue Folge (New series), 1993ff. Königshausen & Neumann, Wuerzburg, 16 volumes published in 2
  • HAKL, Hans Thomas, Der verborgene Geist von Eranos – Unbekannte Begegnungen von Wissenschaft und Esoterik – Eine alternative Geistesgeschichte des 20. Jahrhunderts. Bretten: Scientia nova-Verlag Neue Wissenschaft, 2001.
  • BERNARDINI, Riccardo, Jung a Eranos. Il progetto della psicologia complessa. Milano: FrancoAngeli, 2011, ISBN 978-88-568-3449-9.
  • QUAGLINO, Gian Piero, Augusto ROMANO & Riccardo BERNARDINI (Eds.), Carl Gustav Jung a Eranos 1933-1952. Torino: Antigone Edizioni, 2007, ISBN 978-88-95283-13-5.
  • WASSERSTROM, Steven M., Religion after religion. Gershom Scholem, Mircea Eliade, and Henry Corbin at Eranos. Princeton: Princeton University Press, 1999.
Elisabetta Barone, Matthias Riedl e Alexandra Tischel (Eds.): Pioniere, Poeten, Professoren. Eranos und der Monte Verità in der Zivilisationsgeschichte des 20. Jahrhunderts, Königshausen und Neumann, Würzburg 2004, ISBN 3-8260-2252-1.
Tilo Schabert, "The Eranos Experience", in Pioniere, Poeten, Professoren..., pp. 9-19.
Tilo Schabert: "Une herméneutique intercivilisatrice: L'École d'Eranos", in Nicolas Weill (Ed.), Existe-il une Europe philosophique?, Rennes, Presses Universitaires de Rennes, 2005, pp. 297-302.
Tilo Schabert: "In the Fading of Divine Voices: The Song of Eranos", in: Tilo Schabert, Matthias Riedl (Eds.), "Gott oder Götter? - God or Gods?", Königshausen & Neumann, Würzburg 2009, pp. 181-188.
Tilo Schabert: "On the recent history of the Eranos-Tagungen. From Olga Froebe-Kapteyn to the Amici di Eranos", in: Matthias Riedl, Tilo Schabert (Eds.), "Die Stadt: Achse und Zentrum der Welt - The City: Axis and Centre of the World", Königshausen & Neumann, Würzburg 2011, pp. 133-142.
  • GASSEAU, Maurizio, & BERNARDINI, Riccardo, "Il sogno: prospettive di Eranos", in: GASSEAU, Maurizio, & BERNARDINI, Riccardo (Eds.), Il sogno. Dalla psicologia analitica allo psicodramma junghiano, Milano: FrancoAngeli, 2009, pp. 15-55, ISBN 978-88-568-0679-3.
  • BADIA, Denis D. Imaginário e Ação Cultural: as contribuições de Gilbert Durand e da Escola de Grenoble. Londrina: Editora da UEL, 1999.
  • PAULA-CARVALHO, José Carlos de. Imaginário e mitologia : hermenêutica dos símbolos e estórias de vida. Londrina: UEL, 1998.

 Ligações externas

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Eranos